segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um final feliz...

Os espíritos benfeitores já não sabiam como atender à pobre senhora obsidiada.
Perseguidor a perseguida estavam mentalmente associados à maneira de polpa e casca no fruto.
Os amigos desencarnados tentaram afastar o obsessor, induzindo a jovem senhora a esquecê-lo, mas debalde.
Se tropeçava na rua, a moça pensava nele...
Se alfinetava um dedo em serviço, atribuía- lhe o golpe...
Se o marido estivesse irritado, dizia-se vítima do verdugo invisível...
Se a cabeça doía, acusava-o ...
Se uma xícara se espatifasse, no trabalho doméstico, imaginava-se atacada por ele...
Se aparecesse leve dificuldade econômica, transformava a prece em crítica ao desencarnado infeliz...
Reconhecendo que a interessada não encontrava libertação por teimosia, os instrutores espirituais ligaram os dois - a doente e o acompanhante invisível - em laços fluídicos mais profundos, até que ele renasceu dela mesma, por filho necessitado de carinho e de compaixão.
Os benfeitores descansaram.
O obsessor descansou.
A obsidiada descansou.
O esposo dela descansou.
Transformar obsessores em filhos, com a bênção da Providência Divina, para que haja paz nos corações e equilíbrio nos lares, muita vez, é a única solução.

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